24 de fev de 2010

Love Disease?

Não sei se deveria falar disso... mas vou, até porque poucas pessoas visitam =.=

Quando eu me mudei pra onde moro hoje em dia, eu fiquei muito mal. Estava na oitava série e tipo, foi no meio do ano. Os bairros são distantes, agora imagina como a despedida. Como sempre faço, tento não me despedir das pessoas, mas lá no fundo eu tenho que fazer isso. Uma hora ou outra seria preciso, é preciso. Mas se eu fosse me despedir tipo 'meu último dia', eu iria chorar quase o dia inteiro. Como minha despedida do Corcovado, eu me segurei quando falei com todo mundo. Mas quando chegou nos tios da limpeza, eu chorei feito um bebêzinho.
Enfim, o post não é sobre o Corcova hahaha

Quando me mudei pra cá, como já disse, foi muito difícil. Outra escola, outras pessoas, outra pracinha, toda uma infância em um lugar tinha ficado pra trás. Doía demais e eu só chorava quando ficava sozinha.
Num finde, entrei no Yahoo (meu email era de lá) e procurei alguém que tivesse mais ou menos a minha idade, sabe, só pra conversar. Sei que muita gente diz que isso é perigoso e tudo o mais, mas quem eu encontrei não foi uma pessoa "perigosa". Era um baka nerd otaku de Santa Catarina, e nós começamos aí uma amizade muito especial, pelo menos pra mim era. De entrar escondido (naquela época a internet era discada xD) de tarde só pra saber se tinha mandado email (porque ele conseguia ficar acordado de noite e eu era um pouco mais fraca com isso), conversar no ICQ (!) (posteriormente no msn, ele que me ensinou a mexer com o troço xD) ... até que começamos a mandar cartas. Era tão fofo, sempre que era dia de carteiro, eu ficava com aquela pulga atrás da orelha, esperando. Quando recebia a carta dele, eu ficava pulando feito uma pipoca xD E, um dia, foi telefone. Acho que ficamos uma hora conversando. Mesmo odiando telefone, a gente ficou conversando. Ok que eu falava mais mas pelo menos tínhamos conversado. ^^
Ele me ensinou muita coisa, principalmente sobre música. Aprendi a gostar de Linkin Park, Green Day, Rage Against the Machine, etc. E conversávamos bastante sobre Harry Potter, que na época estava uma super febre. E sobre coisas do cotidiano, sobre os professores dele, um em especial que era mó saco, o Sidgay xD
Um dia, a minha mãe entrou no meu e-mail e ela e meu pai leram tudo. Eu fiquei com uma raiva tremenda, porque era algo meu e eles não tinham que se meter. Começaram a dizer que era perigoso, que como falávamos em amor com tão pouca idade, que bla bla bla. De qualquer forma, mesmo eles me proibindo de falar com ele, eu falava.
Se já não bastava meus pais, outra coisa veio "atrapalhar": o tempo. Ele tinha passado pro CEFET e eu estava com notas absurdas na escola, porque minha segunda escola de oitava série era muito fraca e quando entrei no colegial, a escola era podre de forte. Ele, enrolado com o CEFET e a monitoria também, acho, e eu enrolada com o colégio. Obviamente que teríamos que dar atenção a outras coisas.

Só que o tempo foi passando... e passando... até que parássemos de vez de nos falarmos. Pode parecer a coisa mais idiota do mundo, mas desde que isso aconteceu, eu não passo um dia sem lembrar dele. Quando aconteceu aquelas chuvas em Santa Catarina, eu pensei tanto, mas tanto, nele que eu quase liguei. Mas eu não tinha certeza se aquele telefone ainda era o dele, porque fazia bastante tempo, né... Eu disse que era idiotice e, de fato é, mas é a mais pura realidade. Terceiro ano, primeiro ano de faculdade, que eu tive a minha primeira experiência de ter um namorado, mesmo assim não conseguia. Meu ex-namorado ficava irritadíssimo com isso e eu não tirava a razão dele, deve ser muito chato você estar com alguém e esse alguém ficar lembrando de outra pessoa. Mas eu não conseguia, eu tentava muito esquecer, mas não conseguia. Aliás, não consigo. Ainda.

Eu queria procurá-lo no Orkut, mas eu tinha vergonha. Um dia, resolvi jogar o nome dele no "search" só pra saber e lá estava. Ele. Yah sabe muito bem como eu fiquei nessa semana 'adiciono ou não adiciono' e, depois 'mando ou não mando scrap'.
Sempre que ele me responde, o meu coração pula tanto que eu acho que vai sair pela boca. É idiotice, ainda, é, eu sei, mas não dá pra evitar. Posso estar com o pior dos humores (e quem me conhece sabe que quando eu tô de "bad mood", a coisa é feia mesmo) que eu viro a pessoa mais feliz do mundo.

Só que tipo, nos "conhecemos" em 2004, se não me engano. São seis anos quase. Eu quero muito seguir a vida, sabe, me apaixonar (apesar de não acreditar muito nisso), casar (nem nisso), ter filhos (piorou!), mas eu me sinto meio mal quando estou com alguém. A não ser que eu esteja com álcool no sangue e bancando Jung Yun Hoo ou Lee Hyuk Jae, eu vou pensar nele sempre que estiver perto de um cara.
De vez em quando me dá uns surtos de 'eu vou falar de uma vez porque não aguento mais', mas quando abro a caixa de mensagens, eu empaco e não consigo. Daí no dia seguinte tento de novo e empaco.
Então anteontem tomei uma decisão: vou esquecê-lo com todas as forças que eu tenho. Vai ser muito difícil, aliás, está sendo difícil demais, mas eu espero conseguir. Os dois scraps dele que eu ainda tinha no meu orkut (um sobre futebol e outro sobre abraços) eu apaguei. Cartas que eu ainda tenho eu preciso me desfazer. Eu juro que já tentei fazer isso umas duas vezes desde que tomei a decisão, mas eu não consigo. Acabo sentando no chão e relendo tudo de novo, ouvindo o cd de músicas que ele me deu (com Linkin Park, Green Day... ^^), pelo menos as músicas que eu ainda consigo escutar, porque o cd já está ficando ruim de tanto tocar =P

Não sei quanto tempo isso vai durar, e não sei se vou conseguir, porque está sendo muito mais forte do que eu.
Ninguém vai comentar nesse post, possivelmente, porque eu vou postar outro por cima. Mas se alguém resolver ler, espero que me dê alguma luz sobre isso. =/

1 comentários:

Rosana disse...

Eu acho que já falei o que tinha pra falar no msn né, mas em todo caso, vai aquela sabedoria popular de bar de esquina...vamos esperar pra ver se o tempo resolve tudo mesmo