2 de jun de 2010

Me Tira Daqui!


"Quarenta e um!"

São tantas coisas acontecendo nos últimos dias, pra não falar o contrário, que todos os "eventos" precisam ser comentados. Como foram muitos (acredite se quiser), depois explicarei cada um detalhadamente pra poder explicar por quê a "siggy" (eu tento!) de hoje é o Yong Xin com essa cara.

Acho que eu já contei sobre o shopping dos meus sonhos. Que tem uns quatro subsolos e vários andares, separados por especialidades (um só de ursos de pelúcia, outro só de teatro, etc), escadas rolantes que você sobe achando que vai dar um looping e no último andar é um aeroporto como o de Sakura Card Captors. E que eu, em vinte anos, nunca saí dos limites do shopping, salvo algumas vezes que apareço numa rua cheia de casas bonitinhas e coloridas em tons pastéis, e que o shopping é perto. E que, aparentemente, a casa é minha, mas vai entender.

Pois bem. Como meu ex-plano de saúde tirou com a minha cara, eu saí do mesmo e meu pai disse,"vou colocar você como dependente do meu" (nesse ponto, explico: minha tia me colocou em um outro plano de saúde anos atrás). E hoje foi o dia escolhido para que eu brincasse de ping pong pelo Rio de Janeiro. Então acordei cedo, fui pro Centro, tomei café com o papai no trabalho dele (coisa petita!), enquanto meu celular tentava carregar (ah, esse celular que age por si só!) (adivinha? Não quis carregar!). Ainda antes de oito e meia, desci pra ir pra Botafogo. Só que, como sou besta, dei uma volta tremenda nos quatro quarteirões até chegar no ponto, sendo que era só seguir em frente e pegar o ônibus no Mergulhão, mas vamos abstrair minha falta de atenção. Entrei no bichinho e fui até Botafogo. Todo mundo na rua usava luvas, cachecol e eu com uma blusa com mangas curtas e morta de calor. No visor do relógio da rua marcava 17ºC. É, carioca não sabe mesmo sentir frio...

Bom, daí cheguei no meu destino: Rio Sul. Atravessei nos conformes, pela passarela. Olhei o endereço na minha pastinha e li Rua Lauro Müller, 116. Ok, lá fui eu... fui parar longe pra burro na tal Lauro Müller porque ela dobrava prum lado, dobrava pra outro, tinha subidinha... já estava no quatrocentos e blau e não achava nunca! Quando me dei por vencida e perguntei, choque: "Cento e dezesseis é a torre do Rio Sul". Que maravilha, pensei, moro no Rio e não sei nem o que é a tal Torre do Rio Sul. Queria nem saber, sério... Lá fui eu, com aquela raiva do mostrador em neon rosa e verde fluorescente apontando para a minha cabeça um "BURRA!". Andar aquilo tudo de novo doeu, viu...

Quando cheguei na tal torre e olhei pra cima, fiquei incrivelmente tonta. É muito alto! É assustador! Mas respirei fundo e entrei. E me senti em São Paulo, sem nunca ter estado na Paulista na minha vida. Era uma mistura de inglês com francês, com coreano, com japonês, com alemão, com todas as outras línguas e nacionalidades do mundo que só vendo. Pelo menos estava no lugar certo, pensei, enquanto ia até o guarda (eu gosto de pedir informações pra guardas e seguranças, não pergunte por quê) perguntar e ele dizer que era pra ir no balcão pra pegar a credencial pra poder subir. Foi então que eu reparei que aquilo lá parecia um aeroporto, de certa forma. Mas fui lá, mostrei identidade e daí a menina perguntou qual andar e sala que eu queria. Quando eu olhei no papel, juro, dei um berro: QUADRIGÉSIMO PRIMEIRO ANDAR! Pronto, ia bater as botas, pensei, enquanto a mocinha fazia careta. Tirei a fotinho, peguei o cartão e subi do lado de um bando de asiático falando em mandarim. Todo mundo olhava pra minha camisa (eu estava muito simples comparada a eles, que estavam de terno, gravata - minha camisa tem um gatinho no estilo buda, sabe; eu parecia realmente ter 13 anos) e eu louca pra tentar estabelecer um contato. Mas em vão, eles desceram e eu só recebi um "dubuxì" porque um deles esbarrou em mim quando ia descer. Não pude deixar de puxar papo com a moça do elevador, né, e ela dizendo que lá eles pegam por andar, andar só de chinês, outro só de coreano...

Cheguei no QUADRIGÉSIMO PRIMEIRO ANDAR... vocês podem imaginar como. Eu já estava quase chorando quando saí do elevador, mas calma que o melhor está por vir.

Entrei na sala toda sem graça e o menino me pediu pra esperar a Cristina, a moça que me atendeu. Todos eles são ultra simpáticos, mas hey, olha o nome do "menino"? Rodrigo! Eita, sina! E foi ele que quase me matou do coração.
Ele fez uma ligação, enquanto eu via sobre o ministro acho, do Japão, que resolveu renunciar o cargo depois de oito meses (a tv estava muito baixa) e avisou que a Cristina iria me atender dali a pouco tempo, e que eu podia esperar em uma sala. E me levou até ela... que continha, nada mais, nada menos, do que UMA JANELA GIGANTE DE VIDRO! Quando eu vi aquilo, o Rodrigo já estava fechando a porta e eu, choramingando (literalmente, com direito a lágrima nos olhos e tudo), quase gritei: "Pelo amor de Deus, me tira dessa sala!". Tinha um cara passando perto, que perguntou se estava tudo bem e eu tentando explicar que eu tenho pavor de altura, mas quem disse que eu conseguia falar? Estava tudo preso, eu estava gelada e muito nervosa. Logo, consegui proferir essa frase brilhante "Dá pra ver a Muralha da China daqui!". Óbvio que ninguém me ouviu, e eu fui me acalmando até a recepção. E fui atendida lá. Olha que maravilha! Eu não sabia onde enfiar a cara de tão sem graça, juro!

Bom, tirando isso, peguei os documentos e sim, eu voltei até o Centro pro meu pai ler e assinar. Nesse ponto posso dizer que meu celular estava morrendo ainda mais. Ia dar problema. Pus o garoto (leia-se: meu celular se chama Daesung e o toque dele é "Daesung imnida haha") pra carregar (ou tentar, porque o carregador do meu pai é um nojo e o Dae não gosta de ser carregado sem ser o Seung Ri - leia-se, o meu carregador) enquanto tudo ia ganhando forma. A Rosi (colega de trabalho do meu pai) é gaúcha também, e eu adoro o sotaque dela, de modo que quando meu pai me perguntou a última pergunta do questionário (Está grávida? Se sim, de quanto tempo?) e ele disse "Acho bom que não esteja", ela começou a rir e fazer piadinhas no mínimo podres. Ir pro trabalho dele é diversão certa (quando eles estão de bom humor), porque você chora rindo. E eu me acalmei!

Voltemos ao meu dia ping pong.

Meu telefone estava mesmo sem bateria, e eu não podia fazer outra coisa com esse fato. Voltei até a Torre do Rio Sul, fiz tudo aquilo de novo e reparei nas empresas que tem do 39º andar em diante. Cheguei na empresa, entreguei os papéis, discutimos futebol, me desculpei pelo meu pequeno surto meia hora antes, etc etc.
Foi descendo aquele troço que eu reparei que era tudo muito igual ao shopping maluco dos meus sonhos! E fiquei espantada quando a assessorista disse, abre aspas "no último andar tem um heliporto, se não me engano".
Com todo o perdão, amores, mas pensei, "putaqueopariu!". Só faltava essa.

Preciso dizer que acabou com o meu dia?

Desci e praticamente me joguei dentro do ônibus como uma super heroína de filmes de ação, fugindo de um prédio que vai explodir, pulando pra dentro de um carro. Eu estava suando, caindo, aparentando provavelmente desespero, porque o motorista deu um arrancão com o negócio que eu vou te contar. Sentei no banco quase em pânico e estava chegando perto do Botafogo Praia (Escada) Shopping quando veio a segunda parte do desespero: eu precisava ir ao banheiro. Desci, fui no shopping, e resolvi almoçar por lá mesmo, totalmente sem fome. Pra ajudar, o cara do restaurante encheu meu prato de yakissoba e eu fui empurrando com mate. É raro que eu me dê bem por lá. Ainda mais que as escadas rolantes do BP/E-S se assemelham um pouco com as do shopping dos meus sonhos.

Peguei o ônibus e fui pra Usina, morrendo de medo de me atrasar. Acho que se eu fosse inglesa não ia ser tão pontual. Simplismente odeio chegar tarde nos lugares, mas ainda assim, depois de o ônibus rodar vários lugares, inclusive onde minha mãe trabalha, cheguei pra fisioterapia.

Minha tia, obviamente, odiou meu cabelo (fiz um negócio nele, pra soltar mais os cachos, e ela cisma que quer meu cabelo liso para todo o sempre), só que eu nem me importei. Na realidade, estava baleada. Sabe quando você fica tão em choque que não sabe se reage ou não? Eu estava assim. Tanto que eu dormi, enquanto levava os choquinhos no joelho. Estava quase sonhando quando a Viviane me acordou. E eu passei a fisioterapia inteira quieta, o que é muito raro, porque eu fico cantarolando e tudo o mais com ela e o Sr. Rubi; ele está sempre lá, é um amor de pessoa. E novamente me perguntaram se eu era bailarina ou já tinha feito balé, enquanto fazia o exercício do equilíbrio. Um dia conto dessas coisas que só acontecem comigo (do cabelo, do bailarina...).

Acho que o que me "baleou" não foi só a altura + escadas + heliporto + o mundo em um só lugar. Eu fiquei me lembrando de um dia que eu saí com o último Rodrigo do carma, e ficamos ali perto do Botafogo Praia Shopping, batendo papo durante quase duas horas... de madrugada. Éramos loucos. Só sendo louca mesmo pra lembrar de algo que me dói tanto, mas enfim. Isso contribuiu, isso e lembrar de quatro anos atrás, de quando estávamos começando a faculdade, Nai, Millie e Nique, e íamos pra lá almoçar juntas e ir no cinema juntas. E a Praia de Botafogo, de quando a Miriele, eu e a Bruna tiramos a foto pro projeto do Super Junior. Eu não tinha que ter lembrado disso, estava muito bem sem pensar nas pessoas que mais me machucaram nos últimos tempos. Mas vou contornar isso da mesma forma que eu contornei da outra vez. Deborah, jia you~

Eu acho que não preciso dizer que estou morrendo de medo de dormir e sonhar com esse maldito shopping. Mas estou morta de sono, um pouco de frio e preciso me manter acordada pro último capítulo da novela.

QUADRIGÉSIMO PRIMEIRO! O_O

3 comentários:

Roses disse...

Ohgod, não o shoppping dos sonhos!!O_O /medo
Eu que sou de sp não saio de casa, acho que nunca pisei na Paulista também, só vi de passagem dentro de um carro...
E acredite em mim, é melhor perguntar pra segurança do que pra estranho, você pode acabar num lugar nada a ver depois ^^
Mas Debbie, Jiayou!!

Yayoi disse...

Quadrigésimo primeiro? O_O Acho que se fosse eu, teria enfartado! Já que quase tive um ataque quando andei de teleférico pela primeira vez, quase chorei! xD
Ah, na Paulista é bom, lugar bonito, limpo *faz propaganda*

Acho que vc ainda vai acabar se casando com algum Rodrigo *nuncamedeibemcomnenhumRodrigo* da vida! xD

Gabrielle disse...

Esse shopping me dá medo!!

Agora entendi pq vc deixou aquela twittada pra mim, dubuxi mei mei, juro pra vc q vou tentar ficar em casa e te acudir de vez enquando!

E fica sussa q qndo vc vier aqui a gente vai na Paulista, pra vc se sentir na Paulista de verdade :P

Jia you~!