24 de ago de 2010

Bubblegum Crisis 2010/08

Ontem de noite tive outra crise, e foi das fortes. Não suporto sentir essas crises, não mesmo. Aliás, quem gosta de se sentir incapaz de se controlar, incapaz de falar... é horrível. Eu não desejo isso nem para o meu pior inimigo, se é que realmente o tenho.

Posso classificar essas "crises" em três:
- As normais, que são apenas aqueles sentimentos "normais" de preocupação que todo mundo sente;
- As medianas, que são as que eu sinto quando entro em parafuso com alguma coisa. Algumas pessoas já devem ter visto/lido uma crise mediana, que é quando bate aquele desespero tenso. A última foi com o Donghae, o que não vem ao caso, só estou usando como exemplo;
- As fortes, que foi o que aconteceu ontem. É muito sem palavras, não dá pra explicar. Eu só choro e muito, a ponto de tremer como se estivesse tomando um banho de gelo no inverno, e entro em "out". Algumas vezes eu desmaio, mas isso de desmaiar só aconteceu uma vez. Ontem.

Eu já não estava legal. Domingo já foi meio estressante e também descobri umas coisas que acumularam na minha cabeça e não conseguia tirá-las de lá, com algumas outras coisas que ando preocupada ou chateada. Algumas pessoas devem ter lido meus tweets enfurecidos, mas achei que fosse só coisa de momento. Lá pelas cansadas, umas sete horas, eu começei a me sentir muito mal. Estava com aquela sensação de que se eu levantasse, caísse no chão e ficasse por lá mesmo, até comentei com a minha mãe que achava que a minha pressão estava baixa. Então ela me mimou e fez ovinho cozido pra mim ^-^ Mas não adiantou de nada. Fui pro quarto me sentindo horrível mas tentando aparentar que estava muito bem, peguei meu livro e deitei no sofá para ler. Sei que o livro escorregou da minha mão e a minha cabeça ficou muito pesada. Eu acho que tive um breve desmaio, porque minha mãe disse que me chamou várias vezes, achando que eu estava dormindo mas eu não ouvi; só quando ela me cutucou muito. Talvez tenha dormido mesmo, sei lá.
Daí vim pro quarto pior do que já estava. Eu não conseguia ter forças nem para puxar o edredom e deitar, daí me joguei em cima do Stitch, que me machucou o braço mas ok. Tentei dormir, mas eu estava agitada, estava com calor, estava angustiada, estava tudo. Eu não ouvi meu pai chegando, só quando a minha mãe abriu a porta do quarto e me perguntou se eu estava bem. Foi aí que a crise piorou. Eu me sentia como se alguém estivesse me apertando, estava ficando sem ar e apavorada com a possibilidade de desmaiar ou ter um troço, sei lá. E óbvio, começei a chorar (sou bem prima da Michelle, mesmo...), mas aquele chorar de bater os dentes, foi horrível. Minha mãe trouxe água, meu pai tentou me fazer andar mas eu estava sem forças nas pernas.
Daí em diante, foi tudo muito "preto" na minha mente. Sabe quando você está em um lugar muito iluminado e de repente desligam a luz e fica aquele breu? Foi bem assim. Eu lembro de passagens, como meu pai falando que eu fico o dia inteiro dentro de casa na frente do computador, minha mãe perguntando o que eu tinha almoçado, ela me levando pra tomar banho e de mim no corredor com o meu pai me segurando, chutando e socando sei lá o que. Não me pergunte por que eu estava fazendo isso, eu também não tenho a mínima idéia. Isso tudo eu fazia chorando, segundo minha mãe, chorando de soluçar. Meu pai disse que nesses chutes e socos eu estava caindo várias vezes, como se tivesse perdido força nas pernas e que teve um momento que eu desmaiei. Eu não lembro de nada disso O_O Daí nós voltamos pra sala, minha avó acordou, né, ela vive indo ao banheiro de noite e viu o que estava acontecendo. Ela voltou no quarto dela (isso meus pais conversando e eu ouvindo, porque nossos quartos são colados), pegou as Sutras dela e ela e minha mãe começaram a ler.
Não sei como foi ou como aconteceu. Sei que do nada ligaram a luz e eu me via correndo por ruas que eu conhecia. De todas as ruas onde eu já havia morado, desde que eu me lembre, entrava nas ruas paralelas, nas escolas que eu havia estudado, e o mais estranho, estava tudo vazio, exceto pela minha escola do primário e do ginásio, onde eu via uma ou duas pessoas longe. Mas não fui na faculdade como fui nesses outros lugares. E então me lembrei dos meus avôs, da Deise e da Sol. Quando dei por mim minha avó estava colocando a mão no meu joelho e dizendo que estava tudo bem (ela fala que está tudo bem até pro periquito). Depois minha mãe me trouxe pro quarto, trouxe um leite morno e quando eu comentei essa coisa maluca das ruas, ela disse que era "eu" voltando. Eu não entendi lhufas, mas se ela diz, deve ter um fundo de verdade. Fiz uma brincadeirinha, dizendo que tinha pena de quem casasse comigo, quando tivesse uma crise dessa e ela riu dizendo que eu tinha mesmo acordado :P

Mas sério mesmo, eu tenho medo de quando eles não estiverem mais aqui. Quem vai me acudir? Às vezes me pergunto se tinha dessas coisas quando era menor, ela dizia que sim. São poucas as pessoas que sabem que isso acontece, e pelo menos metade dessas "poucas" devem achar que eu estou fazendo manha ou de propósito pra chamar a atenção. Cara, se fosse pra chamar atenção, nunca que brincaria com essas coisas. É muito ruim sentir essas coisas, dá muito medo. Quando você "volta", você fica se perguntando o que foi que aconteceu e por que as pessoas estão ao seu redor daquela forma e com aquelas caras. Eu achava que só as minhas sensações malucas de achar que estava aqui e ali ao mesmo tempo já eram maluquice, e continuo achando, porque é impossível, a Ciência não explica.
Essas mesmas pessoas que acham que é manha ficam dizendo que é porque eu não como direito e que, como eu já tenho essa fraqueza espiritual, é como se fosse uma festa do oba, que eles se sentem aptos a brincar e fazer o que quiser. Certo que eu só não tenho saúde de ferro porque eu tenho esse problema da anemia, mesmo comendo feijão e beterraba como sei lá o que e dores de cabeça alucinantes, mas acho que isso não tem nada a ver, diretamente falando. Minhas dores de cabeça já foram bem piores e melhoraram quando meu nível de ferro aumentou, mas acho que tem muita coisa aí que ninguém consegue explicar. Elas também ficam brincando, porque quando eu digo "é melhor ligar pra fulano" ou quando comento que sonhei ou pensei em tal pessoa, ficam dizendo que "a mãe Deborah está prevendo alguma coisa", sabe, isso é ridículo.

Minha mãe explicou que isso vem do "berço", que minha bisa e meu avô eram a mesma coisa. Espero que, se um dia eu me casar, meu marido me entenda e caso eu tenha filhos, que eles não tenham isso, porque não é exatamente assustador na hora porque você está meio "desligada", mas quando você "volta" e te explicam o que aconteceu, você fica com medo.

Bom, saindo dessa crise e voltando para o dia 24.08.2010, 10:48 da manhã, dia de sol quente queimando minha cintura porque estou deitada na cama.
Acordei hoje com eles conversando, mas dormi de novo. Quando acordei, tomei um banho, escovei os dentes e resolvi limpar meu quarto. Você sabe, "dar uma geral". Ainda não terminei, falta limpar a cômoda, arrumar armário e estante de livros. Parei porque minha avó disse que eu precisava comer alguma coisa, daí vim ver as mensagens rapidinho. Preciso achar alguma coisa que tire essa mancha do chão, meu pai pintou meu quarto e tem uma tremenda mancha de tinta azul no chão. Consegui tirar grande parte, ou melhor, tudo, mas ficou uma mancha meio cinzenta.
Ontem fui comprar a blusa que eu tinha me apaixonado no Domingo! Deus, como ela é linda! Liguei pra minha mãe mandando um "posso comprar?" entre palavras e ela disse que eu podia, então corri pro shopping. Na hora de pagar, tinha esquecido o cartão, pedi pro meu tio me esperar perto de casa que eu ia passar e pegar. Foi um tremendo desencontro! Ele ia para um lado e eu para o outro e as pessoas ficavam sem entender por que tinha dois bestas na 28 de Setembro, andando daquela forma. Parecia um pique esconde, sério. Passei pelo mesmo ponto de ônibus oito vezes até nos encontrarmos. Enfim, comprei a blusa e um outro short e vim pra casa!



Preciso voltar a arrumar antes que desista..
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