1 de jul de 2011

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Meu último post foi há exatamente um mês e desde aquele dia, minha vida tem despencado cada vez mais. Não exagero quando falo isso, aliás, até dói pensar o contrário.
Não sinto mais fome, não sinto mais vontade de sorrir (e aliás, sorrir dói), tenho vontade de ficar na cama o dia inteiro. Minhas crises de choro têm só piorado. Tem dias que choro quase sete vezes, a depender do meu momento, até mais. Tenho me forçado a ficar acordada e se consigo, preciso me controlar para não chorar. E esse controle é a pior parte, porque exige demais de mim. Às vezes desisto de tentar e choro até pegar no sono. Meus horários estão desregulados, não sinto mais vontade de fazer nada; só chorar e dormir.

Meu pai me levou na Ilha do Governador pra praticar direção. Nem isso conseguiu me deixar bem. Cheguei em casa, comi meio que obrigada e vim pro quarto, para a cama, onde permaneci o resto do domingo. Segunda feira foi um horror. Não conseguia sair do quarto e se consegui ficar acordada por quase quatro horas, foi porque eu realmente me esforcei. Na terça feira, encontrei com o Marcelo depois de ir na psicóloga, e por mais que odeie quando outras pessoas, principalmente ele, me vejam chorando, chorei demais, de soluçar. Se pra sair daqui do quarto está difícil, imagina sair para a rua! Um inferno, coloco o tênis e tenho que aparafusar aquele sorriso falso na cara. Quando chego em casa ou até mesmo no caminho, começo a chorar. Quarta feira acordei como segunda feira. Só não foi pior porque minha crise de choro reduziu a quatro durante o dia inteiro. Minha mãe me trouxe uma flor grande, tipo um brinquedinho. Não faz nada, mas é bonitinho, junto com um cartão. Ela não sabe, mas quando fui dormir, chorei só de lembrar do cartão... Ontem, tive uma entrevista, então tive que me obrigar ainda mais a sair daqui. Fui almoçar com meu pai, vim pra casa. Aos prantos. Depois de tanto chorar, consegui dormir e acordei com o Marcelo no telefone. Nos encontramos mais tarde, lá pelas seis e meia, e ele parecia querer me fazer sorrir nem que levasse a noite inteira. O pai dele me convidou pra jantar, fomos todos para a Parme. Eles não sabem, mas quando fui ao banheiro, me tranquei lá dentro e respirei fundo pra não começar a chorar, mas foi inevitável. Marcelo me trouxe aqui em casa mas não aguentei e chorei... fui dormir... chorando.

Agora hoje.. acordei com meus pais falando que estavam pensando em me mandar pra Brasilia esse mês. Mas eu não quero sair daqui, não quero sair do meu quarto, quero ficar. Eles conseguiram me acordar às sete da manha e só agora tive um pouquinho de ânimo pra sentar na cama e pegar o netbook. Mesmo assim, acho que vou ao menos escovar os dentes e voltar pra cama. Não penteio o cabelo decentemente há dias mas não estou me importando. Cabelo liso é bom porque é só passar a mão que parece decente.

É horrível você acordar chorando, sem conseguir parar e quando consegue, saber que não vai demorar muito até chorar de novo. Simplesmente não dá pra parar, controlar é cada vez mais difícil. Sei que sou a unica que pode fazer alguma coisa mas é tão dificil, tão complicado... Tudo está tão preto e branco, se esvaindo, sumindo.. sorrisos que se desfazem, pessoas que falam alto demais (por mais que digam que estão falando no tom normal)...

Agorinha joguei iching. Olha o que elas dizem:

Eis que o Sol se põe e uma fase sombria marca o seu momento, Deborah. Não há luz que lhe permita ver as coisas com clareza e, justamente por isso, este é um momento realmente delicado, pois à noite todos os gatos são pardos. Não conseguimos ter um vislumbre nítido nem dos nossos problemas, nem de nós mesmos e nem das pessoas ao nosso redor, quando a luz da consciência temporariamente se esvai. Estas sombras que se acometem sobre você são temporárias e resultam do ambiente circundante. Em diversos momentos, você poderá sentir grande angústia e até mesmo desespero, todavia é preciso que você mantenha firme a convicção de que isso é apenas um momento, que irá passar. Pense assim, Deborah: o que não pode ser resolvido, resolvido está. Num momento escuro, qualquer ação se revela perigosa, pois não temos certeza de com o que estamos lidando. Podemos sair feridos ou ferir os outros. Melhor, assim sendo, aproveitar a noite psicológica e dormir um pouquinho – o que significa meditar, ficar na sua, zerar a atividade, evitar burburinhos sociais por um tempo. Pense agora no que o incomoda: você consegue compreender que foi você quem se colocou nesta situação?

O hexagrama de hoje possui uma ou mais linhas móveis. Isto significa que elas se transformam em suas opostas, dando origem a um novo hexagrama. Leia abaixo as perspectivas para seu futuro próximo. Entenda melhor
SEGUNDA LINHA MUTÁVEL: Você precisará pedir o apoio de alguém que você já conhece e confia, Deborah. Dê um tempo para suas metas e procure auxílio. A ajuda lhe será dada com grande prazer.

QUINTA LINHA MUTÁVEL: Bondade atrai bondade. Seus gestos nobres do passado e do presente atrairão a gentileza das pessoas ao seu redor. Prepare-se para receber retribuições generosas, Deborah!

SEXTA LINHA MUTÁVEL: É chegado o momento de descansar um pouco mais, de relaxar. A sexta linha mutável deste hexagrama faz lembrar aquelas situações em que saímos de uma festa bem badalada e resolvemos descansar um pouco antes de voltarmos à festa. Relaxe, pois as coisas ocorrerão a contento, mas só se você souber repousar.


Acho que já fiquei acordada o bastante...

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