16 de jan de 2010

pensamentos confusos
e alguns segredos


Quando as crianças eram pequenas
e os sonhos grandes.
Distância não havia.
Poemas escritos em guardanapos.
Promessas em páginas dobradas de livros.
O tempo não deixava marcas.
Na pele, no chão, nos móveis.
O que eu queria era mudar o mundo.
E o que eu temia era que ele mudasse.

Você dá voltas ao mundo.
Eu não consigo tirar os pés do chão.

É ele que se move sob os meus pés
e eu não flutuo.

Despenco dos precipícios.

Não tenho essa leveza das bailarinas.
Nunca tive.
Jamais fui das delicadezas.
Dos passos suaves.
Sou das palavras compridas, proparoxítonas, trissílabas.
Lúgubres, íngremes, sôfregas...
às vezes patéticas polissílabas.

por: Tatiana

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